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História de Abaeté

Dia 05 de novembro de 2014, Abaeté completou 172 anos de fundação e 137 de elevação a cidade. Uma história que teve início por volta de 1730, quando os primeiros sertanistas se apossaram de vários sítios, começaram a cultivá-los e, mais tarde, conseguiram a legalização de suas posses, através das cartas e sesmarias.

Nessa época, a região também era habitada pela tribo dos índios Abaetés, que foi dizimada no final do século XVIII, num conflito com os garimpeiros clandestinos que buscavam os diamantes descobertos por aqui, em 1.745. Em 1.796, foi garimpada na região a maior pedra até então existente no Brasil – o Diamante de Abaeté, com 138 quilates e 1/2 ou 27,462 gramas.

Em seus primórdios, nosso território pertencia ao então Distrito de Paz do Espírito Santo do Indaiá (atual município de Dores do Indaiá), à Freguesia de Nossa Senhora das Dores do Indaiá, ao município e termo judiciário de Pitangui, à Comarca de Sabará e ao Bispado de Olinda, em Pernambuco. Quem precisasse recorrer a essas circunscrições tinha de ir a pé ou montado em burro.

 

Fundação do Arraial

Em 1.840, 32 anos após o encerramento do garimpo oficial no Rio Abaeté, os fazendeiros da região decidiram fundar um novo arraial, onde pudessem efetuar transações comerciais, alfabetizar a prole, trocar idéias, orar, divertir-se, politicar…

Dois anos depois, era inaugurado o “Arraial Novo de Nossa Senhora do Patrocínio do Marmelada dos Olhos d’Água”, com uma capelinha coberta de palhas onde hoje é a atual Matriz, as primeiras casas em volta e uma venda.

O arraial surgiu em um recanto da fazenda “Maritaca”, do espólio de Antônio Teodoro de Mendonça, num movimento liderado por ele e outros dois fazendeiros: Capitão Davi José Pereira e Capitão Pedro Alves de Souza.

Segundo pesquisa do historiador José de Oliveira, a missa de inauguração do Arraial Novo foi celebrada no dia da Padroeira Nossa Senhora do Patrocínio: o segundo domingo de novembro de 1.842.

Em 1.848, o arraial foi elevado à categoria de Distrito de Paz do Marmelada, pertencente a Pitangui. Em 1.854, o distrito passou a pertencer à recém-criada Vila de Dores do Indaiá. Em 1.864, com a construção de nossa primeira matriz, o distrito foi elevado à paróquia.

Emancipação política

Em 1º de janeiro de 1.873, após muita pressão política da comunidade e das autoridades locais, a sede da Vila é transferida para o Marmelada, devida à sua centralização geográfica.

Maior que muitos países europeus, a Vila de Nossa Senhora das Dores do Marmelada tinha quase 17 mil e 700 Km2 e oito distritos. Englobava os atuais municípios de Paineiras, Biquinhas, Morada Nova, Cedro, Quartel Geral, Dores do Indaiá, Estrela do Indaiá, Tiros, São Gonçalo do Abaeté e São Gotardo.

A primeira Câmara Municipal da Vila do Marmelada foi instalada em 7 de janeiro de 1.873 e serviu até 6 de janeiro de 1.881.

Elevação a Cidade

Dia 05 de novembro de 1.877, a Vila foi elevada à categoria de Cidade, recebendo o nome de Abaeté, pela Lei 2.416, assinada pelo presidente da Província de Minas Gerais, João Capistrano Bandeira de Melo. Até 1.935, o prefeito da cidade (então chamado de agente executivo) era o presidente da Câmara Municipal.

Nos primeiros anos, o nome Abaeté era escrito com H, o que dava margens para algumas confusões. Escrevia-se Abaheté, Abaethé, Habaeté e até Habayeté.

Aos poucos, a cidade foi perdendo os seus distritos. O primeiro a se emancipar foi o de Dores do Indaiá, em 1.888. E os últimos foram Paineiras e Cedro, em 1.963, que continuam a integrar a Comarca de Abaeté.

© 2014 Nosso Jornal - Folha Comunitária de Abaeté.